O velocista paralímpico e recordista mundial da classe T47 (amputação em um dos braços) Petrúcio Ferreira esteve nesta quarta-feira no Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo (NAR-SP) para avaliações de força e potência, três dias depois de quebrar o próprio recorde nos 100m rasos, em São Paulo. O resultado, porém, não será homologado, pois o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) não considera marcas sem que haja o controle de dopagem.

– Estou muito feliz por ter participado da minha primeira competição da temporada, na qual consegui melhorar minha marca dos 100m batendo o recorde mundial. Isso me deixa mais feliz pelo fato de ser ainda a primeira competição, ainda meio sem ritmo, mostrando que tenho muito a melhorar e que tem muito mais por vir ainda – disse Petrucio.

Ele cravou a marca de 10s51 no Desafio de Atletismo CBAt/CPB. O recorde mundial prévio também pertencia ao paraibano de 21 anos: 10s53, conquistados no Mundial de Londres, em junho de 2017.

De acordo com o regulamento da competição, realizada pela parceria entre a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o controle anti-doping estava previsto para ser feito pela ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Por ter um caráter mais amistoso, de integração entre atletas e preparação para a temporada internacional, o antidoping não foi feito nesta competição, o que é comum em eventos deste tipo.

A decepção, porém, não abalou Petrúcio. Agora, ele já está focado em sua próxima competição, o Open Brasil Loterias Caixa de Atletismo 2018, que será realizado no CT Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, entre os dias 24 e 28 de abril. E já avisou que “ficaria feliz em igualar a marca de domingo”.

Além da competição em solo brasileiro no fim do mês, Petrúcio também já pensa em Opens Internacionais que serão disputadas na Europa no segundo semestre. Lá, porém, Petrúcio não pensa em nenhuma bater nenhuma marca específica. O foco é outro.

– Correr bem e subir no ponto mais alto do pódio. Na Europa, só o título interessa – diz o paraibano.

Para alcançar seus objetivos, Petrúcio conta com a ajuda do NAR-SP. Ele acredita que, em 2018, trabalhará com o Núcleo sempre que estiver próximo de uma grande competição.

– Essas avaliações são de grande importância para a gente. Com elas, sei o quanto evoluí até o momento e onde erramos, onde podemos acrescentar no meu treinamento, para conseguir sempre melhorar nossos resultados.
 

Confira a matéria completa aqui.

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