A primeira vez que tive contato com um esporte paralímpico, no auge dos meus dez anos, foi com o futebol de cinco.

Eu, perna de pau e incapaz de dar embaixadinhas ou guiar a bola decentemente, fiquei surpreso ao assistir os jogadores deficientes visuais jogarem daquela forma, com maestria. Foi um momento fascinante, e edificante para meu caráter.

Aos dezessete eu iniciava meu segundo ciclo de treinamento físico, no Núcleo de alto rendimento esportivo de São Paulo.

Deitado em um dos bancos, levantava com esforço halteres de dezoito quilos acima do meu peito. Em um banco próximo, o preparador físico do Fernando Fernandes, atleta de paracanoagem, colocava mais bolachas na barra, aumentando a carga do mesmo exercício para seu atleta.

Só a barra que usava tinha um peso aproximado daqueles meus mirrados halteres.

Confira o texto inteiro aqui.

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